PERGUNTA DO DIA: Como corrigir a distorção idade/série dos alunos da SEDF?

Pessoal,

Na sexta-feira, durante reunião entre a Secretaria de Educação e o Sinpro, o Secretário Adjunto de Educação, Erasto Fortes, afirmou que a nova gestão da SEDF está analisando os projetos de correção de fluxo criados para resolver a distorção idade/série entre alunos da Rede Pública de Ensino do DF. Durante o Governo Arruda, estes projetos foram elaborados e implantados por empresas contratadas pela Secretaria. Na nova gestão, segundo Erasto, também haverá projetos para correção de fluxo, mas a ideia é que a elaboração, a coordenação e a avaliação sejam feitas por profissionais de carreira da própria Secretaria.

Então, em sua opinião, o que é preciso fazer para corrigir o elevado índice de distorção idade/série existente entre os alunos da Rede Pública de Ensino do DF?

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33 respostas para PERGUNTA DO DIA: Como corrigir a distorção idade/série dos alunos da SEDF?

  1. Beatriz disse:

    Sr.WD

    Já participei de vários programas de correção de fluxo desta nossa casa em todos os governos em várias instâncias, e em todos se muito me engano, um ponto chave não esta presente nas propostas, que é a prevenção, isto é, não gerarmos mais alunos para o programa pois só assim conseguiremos vencer este desafio. O como fazer? Não tem formula mágica, mas acredito que com uma boa conversa e troca de experiências entre os professores para juntos com a SEDF definirmos metas e ações a serem cumpridas por todos dentro do programa cada um em sua função. Só pelo envolvimento coletivo teremos resultados, pois estes alunos são de todos e a responsábilidade deve ser compartilhada não com empresas somente, acredito que toda ajuda é bem vinda mas, com os atores principais a cima de tudo os alunos, a família, a escola, todos os professores, as equipes gestoras e a SEDF em todas as instâncias.
    Contem comigo nesta desafio.
    Abraços!! A todos!

    • Joao Tiago Dias Junior disse:

      WD, no que se refere ao Ensino Médio , já discutimos o assunto em nossa escola ano passado e chegamos a algumas conclusões.Até fizemos um pré-projeto para o caso pouco provável de cada IE tratar do tema com projeto próprio. Seria bom que fosse montado um grupo de trabalho nas Regionais para cada segmento de ensino e que esses eventuais “pré-projetos” fossem analisados pela sede.
      Entratanto, creio que a própria SEE vai empurrar qualquer programa apenas para validar teses de mestrado.No final, o que conta é a estatística de pessoas que concluiram o processo.

    • Rogerio Cruz disse:

      penso que para os defasados ou distrocidos a melhor opção seria oferta de cursos de profissionalização básica. Só a inserção no mundo do trabalho poderá acrescentar conteúdo qualitativo para que o mesmo possa assimui-se como estudante.Esses alunos, por uma série de situações q

      • Geysson Flávio disse:

        concordo com o Rogério, acho que a criação de cursos voltados tendo como rumo o trabalho pode ser a melhor saída.

    • Francisca das Chagas Rocha disse:

      Marco Aurélio,pelo Amorque vc tem,envie a copia do projeto para meu email ,pois quero solucionar um grande problema na escola em q trabalho,favor me ajude.

  2. BETY disse:

    Sugiro,colocando profissionais efetivos que poderão responder para a sociedade pelos seus atos,diferentes dos temporários que amanhecem e não anoitecem na mesma escola.è impossível dar continuidade ao trabalho,se não temos estabilidade com a turma.No ano passado uma turma teve seis professores durante um ano.È impossível manter o pedagógico da escola com esse festival de docentes,não respeitam nem o professor,qto mais os alunos.Aqui no DF professor é mercadoria,que devolve-se qdo não se quer mais.Trabalhei 18 anos no sul do país e nunca vi isso.É uma bagunça,e o resultado é visto por todo o Brasil qdo é divulgado os índices de cada estado.Educação de qualidade começa com docente efetivo para acompanhar todo o seu trabalho,com início,meio e fim.Me desculpe o desabafo,mas enquanto tivermos educadores DESCARTÁVEIS,não chegaremos a lugar algum.

  3. Totó disse:

    A Beatriz citou um problema fundamental: não gerar novos alunos defasados. Existe uma cultura da reprovação: professor bom é professor que reprova. Obviamente é uma exagero essa expressão, mas que essa visão existe, ah isso existe.

    A correção de fluxo tem que ser analisada em conjunto com o currículo e a avaliação.

    Não existe fórmula mágica mesmo, existe necessidade de investimento. O Vereda tinha todos os problemas contratuais que são mais do que conhecidos, mas a modulação era boa. Dois professores para uma turma ou dois para duas.

    Não existe fórmula mágica, nem tempo hábil para ser elaborada uma proposta nova. Um pouco de provocação, afinal o espaço é livre: para que serviu a transição? Essas questões tinham que ter sido debatidas há um tempo.

    Quer uma proposta prática? Lá vai, mesmo sabendo que vou levar uma surra de alguns debatedores. Que tal aproveitar a legislação vigente, analisar a situação de cada escola antes do início do ano letivo e propor que tais turmas defasadas funcionem excepcionalmente como turmas de Educação de Jovens e Adultos? Excepcionalmente!!! Antes que começe a gritaria.

    Estou tratando das turmas de Séries Finais.

    Será possível? Não sei, é uma proposta. Muitos fatores interferem: capacidade de atendimento da escola, aceitação por parte dos professores, sensibilização da famílias, etc, etc, etc… Pode-se tentar? Por que não?

    Que outra alternativa poderia ser apresentada com tão pouco tempo disponível, sem a necessidade de se apresentar uma nova proposta junto ao Conselho de Educação, sem a necessidade de uma nova legislação?

    • Joao Tiago Dias Junior disse:

      Ótima proposta , colega.
      Em tese, iso já acontece an Regional de Santa Maria.
      Não ocorre em maior grau por conta da baixa oferta de EJA. A procura é maior que a oferta.

      • Adriano Romero disse:

        Só lembrando daquelas famílias que chegam ao Df com seus filhos já em defasagem e sem documentação escolar. Problema social com repercursão no dia-a-dia das escolas.

  4. Elaine Frois disse:

    Trabalhei com Correção de Fluxo dentro da SE utilizando dois métodos:
    Primeiro foi colocar alunos em defasagem em uma sala, sendo a formação dos professores realizada através de palestras e oficinas com doutores no assunto. Tudo muito lindo na teoria, na prática só quem atuou é que sabe.
    Depois veio a contratação da FRM, que apesar dos pesares surtiu bons resultados, principalmente no primeiro ano. Depois, como dizia Drummond: no meio do caminho tinha uma pedra; só mesmo reunindo quem trabalhou com essas turmas, principalmente nos últimos dois anos para chegar a uma conclusão.
    Tá aí um bom começo, professores que iniciaram e permaneceram, mesmo diante de tantas dificuldades, com esses alunos têm muito a dizer. A SE poderia convocar os professores dispostos e encarar este desafio, a ideia de inicar pelas DRE’S, como citou o colega é muito boa. Na minha opinião é fundamental que o professor queira trabalhar com esta clientela. Digo isso porque ao longo dos anos vi colegas que ficaram nestas turmas por falta de opção, sobrou e para não ser devolvido pegou, e estes alunos possuem “n” problemas que vão além da dificuldade de aprender, portanto, requer uma certa afinidade.
    Ressalto a importância dos orientadores na construção deste projeto, muitos trabalharam em parceria com os professores e teem muito a dizer.

    • MARCO AURÉLIO disse:

      Trabalhei em um projeto de Correção de Fluxo que de certa maneira foi modelo na Regional onde trabalhamos. O ideal para esse projeto que implantamos é que só daria certo em de 03 turmas e seus múltiplos, por exemplo: 03, 06, 09. Por que assim? Somente dessa forma poderíamos fechar uma carga com professores que atuavam exclusivamente com a aceleração, esse é um dos principais pontos, os outros, turmas reduzidas, 30 alunos, professores com dupla habilitação: História e Geografia, Português e Inglês, Matemática e Ciências, artes e e educação física não não seriam dupla. Material pedagógico diferenciado, trabalho extra-curriculares, ênfase na instrumentalização do aluno para que ele possa ter autonomia, haja vista que em um ano é impossível ver todos os conteúdos. Coordenador pedagógico específico para a aceleração e, sobretudo, apoio da direção da escola para o projeto. Esses pontos dentro outros, fizeram da aceleraçaõ na nossa escola referência e um sucesso.

    • Geysson Flávio disse:

      Acho a idéia boa, mais deve-se colocar um convite e não imposição aos profissionais.
      Além disso criar incentivos para quem aceitar, não somente financeiro, pois pode gerar competição sem qualidade.

    • Aline disse:

      Não podemos esquecer também que, no caso de alfabeização, infelizmente muitos colegas, sem qualquer qualificação profissional ou pessoal, acabam pegando estas turmas devido a GAL. Para alfabetizar, querer só não basta… É necessário muito conhecimento e talento Lógico que se tratando de séries inciais sempre alfabetizamos, pois este é um processo contínuo e como já foi dito aqui, não se encerra. Mas, normalmente, o “estrago” é feito nós primeiros anos. E, como impedir que alguém que, notoriamente não tem condições de alfabetizar e o pior, não aceitam ajuda ou intervenções, pegue uma turma assim… Eu não tenho o dom de alfabetizar, por isso nunca pego turmas assim, mas se for necessário encaro e corro atrás do que for preciso.
      Além de tudo que foi sugerido aqui acredito que deve-se comprometer o professor, deixar bem claro o que se espera dele ao lhe entregar uma turma, seja ela qual problema tenha. Lógico que passando também por BOAS CONDIÇÕES DE TRABALHO.
      Abç, Aline

      • FLOR dos 30 disse:

        Concordo plenamente querida tem professor que até briga na hora da escolha de turma por causa da GAL; E O ALUNO DEPOIS COITADOOO,e daí começam os pos´síveis defasados em idade serie.Infelizmente temos profissionais que pouco fazem pelos seus alunos.

  5. JOÃO BOSCO VIANA DOS SANTOS disse:

    Espero e desejo que seja aprovada a idéia do Governo conforme o Secretário Adjunto de Educação, Erasto Fortes, afirmou: “que a elaboração, a coordenação e a avaliação sejam feitas por profissionais de carreira da própria Secretaria”. Que há um número elevado de alunos nessa condição é fato. Concordo com a Beatriz que sugere a diminuição de reprovação do aluno, para isso o resposável deverá identificar de imediato a dificuldade do aluno e encaminhá-lo para o psicopedagógico que fará o acompanhamento evitando a reprovação do ano. Quanto aos demais reprovados que os projetos utilizem professores mais experientes para recuperá-los e contrate professores novos para substituí-los nas turmas normais. Observo que essa medida diminuirá as despesas com ensino e aumentará o efetivo de professores. Peça a um analista de custos para elaborar uma planilha para comprovar o que digo.

  6. Bia disse:

    Para refletir…Bom domingo à todos!

    EFEITO DOMINÓ

    Quando perdem a consciência… eles perdem oportunidade
    com a perda de oportunidades eles perdem a inocência…
    com a perda da inocência eles perdem a infância…
    com a perda da infância eles perdem seus sonhos…
    e sem os seus sonhos eles perdem a esperança…

    Com a perda da esperança não há mais nada a perder…
    Quando não há mais nada a perder eles ficam sem opção…
    Na falta de opção eles ficam sem saída…e sem saída…
    a inocência perdida se transforma em violência…
    e os que sofrem com essa violência… são os mesmos que, lá atrás, perderam a consciência.

    (autor desconhecido)

    • FLOR dos 30 disse:

      Que sirva pra nós essas palavras cmo momento de reflexão,pois tem tudo a haver com o que estamos passando nesse momento,onde muitos de nossos alunos se tornaram bandidos e esta se voltando contra nós.

  7. Elaine disse:

    WD,
    Tenho 23 anos de SEDF e 4 anos de escola particular,já vi e fiz de tudo dentro de uma escola,nemhum destes projetos logrou êxito,o único projeto que pode corrigir a defasagem idade/série é o investimento no profissional que for trabalhar com essa turma,não interessa se é cartilha,materiais gráficos nada disso.Sou Pedagoga com especialização em Alfabetização pela UNB e passarei alguns pontos de vista que acho que podem fazer diferença no processo de correção de defasagem:

    1- investir na educação infantil,acabar com essa idéia que o aluno da rede pública deve brincar e brincar e a alfabetização/letramento ficar por conta das turmas de 6 anos (1ºano),vamos deixar de hipocresia,o professor da turma de segundo período é orientado a brincar ensinando uma letrinha aqui e outra acolá,enquento seus filhos e sobrinhos estão na escola particular brincando e também sendo alfabetizados,enquanto isso o da rede pública está sempre com o processo de alfabetização em “atraso”. Sei que brincar é importante,a criança tem que ser respeitada no seu ritmo próprio e tudo mais,mas no frigir dos ovos…
    2- o profissional que escolhe uma turma de alfabetização não basta ter cursos “comprados” (sabemos que eles existem e nos são oferecidos na própria escola,leva-se a apostila para casa responde e entrega,logo depois recebe o certificado ,o qual será reconhecido e aceito pela SEDF)que o fazem ter bastante pontos e garantir uma turma com GAA ,ele tem que saber bem o que ele vai fazer.
    3- a GAA tem que ser estendida até o quinto ano (quarta série),pois o processo de alfabetização não se acaba no terceiro ano (segunda série).

    Na prática não precisa de projeto nenhum,ninguém consegue “aprender”fazendo duas ou três séries em um ano,a gente aprova o aluno porque não dá mais para ficar com ele no meio dos alunos pequenos,ou para ver se ele fica estimulado em uma nova série.

    Vamos lá : o professor destinado à está turma recebe treinamento nas coordenações para aprimorar suas aulas e enriquecê-las e o aluno em horário contrário pode contar com reforço ou por monitores capacitados ou pelo próprio professor com as horas estabelecidas na portária durante seu horário de coordenação.

    Também não adianta está separação de alunos uma vez por semana para ter aula com outra professora e outros colegas do seu nível( vira uma bagunça,tem professor que gosta ,tem aquele que não quer deixar “seus” alunos com outra professora e por ai vai.

    Enfim, nada de projetos específicos para alunos,mas aulas práticas para os professores trocarem experências ,os cursos com muita teoria fazem com que o professor os abandone,pois teoria eles já tem.

    As Coordenadoras intermediárias da Regional de ensino também devem tirar sus “nádegas” da cadeira e promover discussões nas escolas e não ficar nas Regionais fazendo estatísticas .

    Seria um investimento barato com um alto retorno profissional para a SEDF.

    Sei que tem um monte de gente que vai criticar tudo que eu falei,mas lá no fundo algo vai ficar intrigando.Esse é o meu objetivo.
    Se sentir necessidade de trocar mais idéias,entre em contato comigo: Escola Classe 08 do Guará 39013712 / 39013698

    • iara disse:

      Elaine! excelentes as suas observações. para corrigir distorções basta que as pesssoas trabalhem. Essas pessoas que ficam nas regionais, só servem para “esquentar” as cadeiras. Nunca vi, em 30 anos, alguma preocupação com alunos defasados em idade/série.É total falta de compromisso.

  8. Mardete disse:

    A defasagem começa nos anos iniciais.Mas não basta achar que será suficiente evitar que o aluno reprove.è preciso considerar que o Distrito Federal recebe pessoas de todas as regiões do Brasil durante todo o ano.Trabalho numa escola onde costumamos receber alunos no quarto ano que não conhecem sequer as vogais,entretanto seus boletins registram notas entre oito e dez.Essas crianças não são exceções,representam sim,um número significativo e são matriculadas em nossas escolas todos os anos,não é e nem deve ser possível retroagí-las às turmas de primeiro ano,assim por maior que seja seu empenho e o esforço da escola elas carregarão por anos o deficit gerado pela educação brasileira que,infelizmente,é pior do que a oferecida no DF.Outra questão que se impõe é a das crianças portadoras de necessidades educacionais especiais.A escola percorre uma verdadeira cruzada até conseguir um diagnóstico.Há famílias que não acreditam que seu filho tenha um transtorno,para as que acreditam o sistema de saúde do DF não conta com médicos (entre os neurologistas muito poucos se especializam na infância),nem com exames essenciais ao diagnóstico.As equipes especializadas das escolas são constituídas de psicólogos intinerantes(aparecem apenas algumas vezes durante o ano letivo) e um pedagogo por escola,não importando se esta possui 500 ou 2000 alunos.Nós professores melhoramos muito nossa capacidade de perceber a possibilidade de um transtorno ou patologia que comprometa a aprendizagem,a maioria já é identificada na educação infantil.Entretanto, lutamos contra o descrédito da própria rede que atribui às nossas preocupações a uma certa vontade de se livrar do menino.Quando finalmente se tem um diagnóstico,começa outra cruzada:muitos desconfiam dos medicamentos e suspendem por conta própria(já presenciei até surtos psicóticos),o COOMP mais e mais se aproxima da condição de lenda urbana,ouvimos falar que existe mas funcionar que é bom…os monitores são em quantidade insuficiente e não atendem TDAHs,apesar do transtorno que essa patologia representa para toda a turma.As famílias não trazem para o atendimento na sala de recusos…Outro fenômeno interessante é que quando a escola cobra da família suas obrigações,inclusive encaminhando o caso aos conselhos tutelares(e esse merece um capítulo especial)essa rapidamente providencia uma transferência e a história vai recomeçar em outra unidade de ensino.A rede,em consonância com a legislação em vigor,não aceita laudos de psicólogos,mesmo quando esse é seu funcionário.Assim,existe um grande contingente de alunos que nunca foram diagnósticados mas precisam de tratamento.Em função dessa realidade,engrossam a estatística da reprovação e alguns irão se juntar à população desempregada e pior,a população do Caje ou da Papuda.Tanto isso é verdade que o Instituto Ayrton Senna não aceita alunos diagnosticados entre a clientela de seus projeto de correção de fluxo.A defasagem idade série é problema dos mais graves e objeto de vários projetos ao longo dos anos,não acredito que uma turma com essas características possa ter o mesmo número de alunos que uma turma regular,nem o mesmo material,nem o mesmo currículo e muito menos qualquer professor.É uma tarefa para um perfil que além da formação técnica exige um nível de envolvimento que transcende o ato de ensinar e vai percorrer os caminhos da pesquisa e mesmo da abnegação.Discordo de quem acha que o EJA seja solução,pelo menos não o é no que se refere a alfabetização,visto que é um processo complexo e que a clientela do EJA carrega consigo uma enorme gama de problemas que vão desde a falta de fé em suas capacidades,problemas de saúde diagnosticados e não diagnosticados,evaões sucessivas,infrequência,carga horária mínima,e por aí vai…Em tempo,já vi e participei como docente e direção de inúmeros projetos de correção de fluxo e só acreditarei nos seus resultados oficiais depois que passarem a acompanhar os alunos mesmo depois de reinseridos em classes regulares,tenho certeza de que aqueles que alardeiam grandes índices de aprovação,ficarão chocados com o que vem depois.

    õe

  9. Elaine Frois disse:

    Washington, as aulas iniciam dia 10/02, até onde sei já havia previsão de algumas escolas terem turma de Correção de Fluxo/Idade Série. Foi falado, mas não lembro de nada “oficial” que os projetos seriam idealizados/implantados por cada escola. O ano letivo terminou e a coisa ficou no ar. Matriculas foram realizadas e muitas escolas que trabalharam com a correção não obtiveram 100% de aproveitamento, nem todos os alunos possuem (ainda) idade para o Eja, fora o grande número de alunos na Rede ainda nesta situação. Pergunto: como em três dias de semana pedagógica as escolas farão seus projetos? A SE já algo (de fato) planejado para inicarmos o ano letivo considerando a montagem destas turmas?
    Lembro que no ano em que inciou o Vereda, sendo a FRM contratada, as aulas destas turmas iniciaram uma semana depois, primeiramente os professores foram capacitados e as escolas orientadas sobre a forma diferenciada na montagem destas turmas. Só pra se ter uma ideia, nos três anos deste projeto não existiu um diário diferenciado, reinvindicado por muitos, em termos de documentação as secretarias das escolas, o próprio sistema da SE não reconhecia o projeto, uma vez que não era por bimestres e sim por módulos. Tem muito coisa a ser pensada, planejada, estruturada. Será mesmo que teremos correção em 2011?

  10. Elaine Frois disse:

    Corrigindo: A SE já tem algo (de fato) planejado para iniciarmos o ano letivo, considerando a montagem destas turmas?

  11. maria aparecida pena ribeiro disse:

    Esse negócio de ficar ai tentandoi resolver o problema de distorção idade/série atravé de projetos estanques e acabam sem a menor explicação pra mim, é uma tremenda gafe. Por que naõ pARA com estes projetos também de momentos e resolva com um plano de ação que não sejA de governo, mas alguma coisa que realmente resolva o problema de alfabetização. E que a educação inclusiva nao fique apenas de falar. Precisamos de salas com um número menor de alunos, menor burocracia com papéis, E quipes multidisciplinar atuantes nas escolas, Convênios de Saúde para os alunos especias e suas faMÍLIAS. Essa bolsa escola que só cobra presença do aluno e nao aprendizagem. Senhor Secretário pense melhor nesses projetos estanques. até mais

  12. Flavia disse:

    Em relação a correção de fluxo, o ano letivo de 2010 terminou com as seguintes informações (período da transição de governo):
    Para os anos iniciais: seria renovada a parceria com o instituto Ayrton Senna para continuidade do Programa Acelera em 2011, uma vez que não havia tempo hábil para a SEDF elaborar seu próprio programa nem para produção de material didático.
    Para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio: entre os meses de novembro e dezembro, as coordenações centrais da SUBEB se reuniram com os NMPs e alguns ex-professores de correção de fluxo para elaboração de um projeto básico, baseado em experiências anteriores e na legislação vigente; depois de pronto, cada NMP acrescentou a este projeto básico as especificidades de cada DRE. As escolas foram orientadas a fazer a previsão de turmas para correção de fluxo em 2011. Foi discutido que esse projeto seria executado durante este ano de 2011 e seria constituído um fórum permanente de professores com experiência em correção de fluxo, que fariam o acompanhamento e a avaliação do mesmo durante todo o ano. Ao mesmo tempo, durante todo o ano, a partir desse acompanhamento/avaliação seria elaborado pelo fórum, o programa de correção de fluxo da SEDF para implementação em 2012, com material didático também elaborado pelos professores e produzido pela SEDF.

  13. tiago disse:

    Chega de programas de correção de fluxo! Devemos sim trabalhar constantemente desde a educação infantil e possibilitar ao longo da formação do aluno programas de direcionamento profissinal. No Brasil não se investe em educação profissinal como deveria, e devemos acordar para a vida porque se formarmos medicos, professores, policiais, engenheiros, dentistas e etc e sonharmos que todos nossos alunos devem ter sim um curso superior e EXERCÊ-LO, não teremos mais frentistas, diaristas, bancarios, operadores de maquinas e etc (mas todos valorizados, letrados e com dignidade humana). Não devemos bancar a ilusão e sim realidade e a dignidade humana de nossos alunos (sem hipocrisia).

  14. FATIMA GONÇALVES BISPO DOS SANTOS disse:

    Escola pública de qualidade, com professores permanentes, recursos materiais disponíveis, cursos de capacitação profissional são elementos fundamentais para se erradicar a questão da defasagem idade/série.
    Como pontapé inicial para correção do fluxo, sugiro que o mesmo material utilizado pelo EJA seja utilizado pelos alunos que estão em defasagem, com professores específicos e seriação semestral. Assim, não precisaríamos terceirizar este projeto. Faríamos com nosssos próprios professores que receberiam um adicional pelo empenho obtido.

  15. elainefrois disse:

    Flavia
    Obrigada pelos esclarecimentos.
    Sabemos que que toda essa situação é real e muito ampla. Mas o fato é que ainda temos muitos alunos com distorção idade/série. O contato que tive com essa clientela por 3 anos é que move minha vontade na busca de soluções. Cada vez mais esses alunos encontram no mundo das drogas refúgio, a escola é o diferencial. Sua dificuldades vão além do aprendizado, apresentam “n” problemas que muitos estudiosos por aí já relataram, mas no dia-a-dia é que percebemos a importância de um educador na trajetória destes meninos. Espero que possamos encontrar soluções acertadas, pois ainda possuímos na rede um grande número de alunos nesta situação e pouca solução.

  16. elainefrois disse:

    Flavia
    Obrigada pelos esclarecimentos.
    Sabemos que toda essa situação é real e muito ampla. Mas o fato é que ainda temos muitos alunos com distorção idade/série. O contato que tive com essa clientela por 3 anos é que move minha vontade na busca de soluções. Cada vez mais esses alunos encontram no mundo das drogas refúgio, a escola é o diferencial. Suas dificuldades vão além do
    aprendizado, apresentam “n” problemas que muitos estudiosos por aí já relataram, mas no dia-a-dia é que percebemos a importância de um educador na trajetória destes meninos. Espero que possamos encontrar soluções acertadas, pois ainda possuímos na rede um grande número de alunos e pouca solução.

  17. Ray Costa disse:

    Concordo com quase tudo o que foi dito aqui. Para encontrar a solução do problema é necessário indagar a razão da distorção: por que tal fenômeno ocorre?
    No meu ponto de vista, as professoras Aline, Elaine e Mardete foram capazes de apontar as principais causas do problema em questão. Entre todas as citações levantadas, a que mais interfere é a alfabetização. Em nossa escola a maioria dos alunos defasados apresentam grande dificuldade na leitura, escrita e interpretação. Antes de criar ou implantar qualquer projeto, seria necessário diagnosticar a clientela a ser atendida. Se o educando estiver na situação acima citada, de que lhe servirá um curso profissionalizante, ou as aulas do telecurso da Fundação Roberto Marinho?

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