FONTE: G1
A Secretaria de Educação do Distrito Federal estuda a contratação temporária de funcionários terceirizados para substituir os auxiliares de administração escolar do DF, caso a greve permaneça por mais tempo. A categoria, que atua na limpeza, vigilância, merenda e portaria das escolas, está em greve desde 9 de maio.
Para minimizar o problema, segundo a assessoria da Secretaria de Educação, está sendo feito um remanejamento dentro da própria rede de ensino. Como algumas escolas têm serviços administrativos terceirizados, as regionais de ensino fazem a transferência de parte desse quadro para as unidades que estão em situação mais crítica.
De acordo com o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do DF (SAE/DF), 70% dos servidores aderiram à greve. O SAE pediu, nesta segunda-feira (16), que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal reconsidere a decisão do desembargador Jesuíno Rissato, que determina que metade do efetivo deve manter suas atividades.
A principal reivindicação dos servidores da carreira de assistência à educação é um aumento de 13,11% – percentual de reajuste concedido a professores da rede pública no iníco deste ano. Os auxiliares também pedem concurso público, plano de saúde, incorporação da Gratificação de Apoio Técnico-Administrativo (GATA) e reajuste do auxílio-alimentação.
Negociações
O GDF cancelou a reunião que estava marcada para esta segunda-feira (16). No encontro, representantes do governo começariam a discutir propostas com o sindicato. Segundo a assessoria da Secretaria de Administração, o governo vai apresentar uma proposta para os auxiliares da educação até sexta-feira (20).
Por causa da suspensão da reunião com o governo, o SAE/DF adiou para a próxima sexta-feira a assembleia que estava marcada para quinta.
COMENTÁRIO DO WD:
É repugnante ver a atual gestão da Secretaria de Educação usar os mesmos métodos utilizados pelo Arruda para perseguir uma categoria de trabalhadores em greve. Lembro-me da greve dos professores de 2009 quando o ex-governador fez contratação temporária de professores para enfraquecer a nossa luta. Agora, em plena gestão de quem naquele momento era do lado de cá e repudiava as práticas Arrudistas, vem a publico afirmar que pode fazer o mesmo.
Só gostaria de saber o que pensam os ex-diretores do Sinpro que hoje ocupam cargos de chefia na SEDF sobre esta situação… Esta atitude da Secretaria de Educação, caso concretizada, será motivo de vergonha para todos aqueles que combateram o autoritarismo do Governo anterior. Será este o modelo de relação com a luta dos trabalhadores que esta Secretaria terá?