Manifesto de Lançamento do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

09/10/2011

De 11 a 13 de novembro de 2011, em torno de mil profissionais das áreas de Saúde e Educação, estudantes e representantes de entidades participaram do I Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”, em São Paulo.

Como ação política deste evento, foi lançado o Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, de atuação permanente, que tem por finalidade articular entidades, grupos e pessoas para o enfrentamento e a superação do fenômeno da medicalização, bem como mobilizar a sociedade para a crítica à medicalização da aprendizagem e do comportamento.

Durante o lançamento do Fórum foi aprovado o Manifesto que, nesta ocasião, obteve a adesão de 450 participantes e de 27 entidades. Este documento destaca os objetivos do Fórum, suas diretrizes e propostas de atuação.

Consideramos fundamental que as discussões do Fórum possam se ampliar no âmbito da sociedade e, para tanto, convidamos você ou sua entidade para assinar este Manifesto, cujo teor apresentamos a seguir:

Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

A sociedade brasileira vive um processo crescente de medicalização de todas as esferas da vida.

Entende-se por medicalização o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Problemas de diferentes ordens são apresentados como “doenças”, “transtornos”, “distúrbios” que escamoteiam as grandes questões políticas, sociais, culturais, afetivas que afligem a vida das pessoas. Questões coletivas são tomadas como individuais; problemas sociais e políticos são tornados biológicos. Nesse processo, que gera sofrimento psíquico, a pessoa e sua família são responsabilizadas pelos problemas, enquanto governos, autoridades e profissionais são eximidos de suas responsabilidades.

Uma vez classificadas como “doentes”, as pessoas tornam-se “pacientes” e consequentemente “consumidoras” de tratamentos, terapias e medicamentos, que transformam o seu próprio corpo no alvo dos problemas que, na lógica medicalizante, deverão ser sanados individualmente. Muitas vezes, famílias, profissionais, autoridades, governantes e formuladores de políticas eximem-se de sua responsabilidade quanto às questões sociais: as pessoas é que têm “problemas”, são “disfuncionais”, “não se adaptam”, são “doentes” e são, até mesmo, judicializadas.

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A era do capitalismo de Estado

09/10/2011

ELEONORA DE LUCENA
FOLHA DE SÃO PAULO

Movimentos que aparecem e desaparecem, fluidos e persistentes. Fragmentados, gravitam em torno dos excluídos do capitalismo. Assim, Michael Burawoy, presidente da Associação Internacional de Sociologia, explica os movimentos sociais que pipocam no mundo e o recente Ocupe Wall Street.

Para o professor de sociologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, que já trabalhou como operário para fazer suas pesquisas, a atual crise econômica vai ajudar o capitalismo a se reestruturar. E prevê que a catástrofe ambiental “vai forçar uma resposta a nível global”.

Nesta entrevista ele compara os movimentos com o Maio de 68, fala do poder dos EUA e faz uma avaliação da China. “Acho que o Estado chinês é o mais brilhante do mundo. É incrivelmente sensível e flexível”, afirma.

Ele estará no Brasil para a reunião anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que acontece de 24 a 28 de outubro em Caxambu (MG).

Sobre sua profissão, sugere: “Acho que todos os acadêmicos como eu deveriam compulsoriamente passar um tempo em fábricas ou em situações similares, onde serão humilhados rotineiramente”.

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Naomi Klein: Ocupa Wall Street é o movimento mais importante do mundo hoje

09/10/2011

FONTE: Carta Maior

“Por que eles estão protestando?”, perguntam-se os confusos comentaristas da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “por que vocês demoraram tanto? A gente estava querendo saber quando vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”. Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo. Leia o pronunciamento de Naomi Klein em Nova York.

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Notas & Chamadas

09/10/2011

JUSTIFICATIVA

O Governo justificou o adiamento da reunião de negociação do plano de carreira, que estava marcada para a última sexta-feira, afirmando que não deu tempo para analisar a proposta de tabela financeira apresentada pelo Sinpro. Falando nisso, nesta segunda-feira publicarei aqui a reivindicação salarial que o sindicato apresentou ao GDF.

PLANO DE SAÚDE E RJU

O GDF está preparando a entrega da proposta de plano de saúde e do Regime Jurídico Único para o Dia do Servidor, em 28 de outubro.

MAIS OU MENOS DEMOCRÁTICA

Corre entre os integrantes da equipe da gestão Regina Vinhaes a avaliação de que a proposta de Gestão Democrática apresentada pela atual equipe, na verdade, democratiza a escolha da direção da escola e não o Sistema de Ensino, como queria a ex-secretária.

CONSTATAÇÃO

A falta de professores em sala só não é maior porque os coordenadores pedagógicos estão atuando na regência de classe. Acontece que sem o trabalho dos coordenadores, o projeto pedagógico como um todo também fica prejudicado. É aquela coisa: o cobertor é curto e então escolhe se vai cobrir a cabeça ou os pés. O problema é que o sujeito continua sentindo frio.


Audiência Pública vai discutir a situação dos Profissionais Readaptados do Sistema Público do Ensino do DF

09/10/2011

Nesta segunda-feira, dia 10, vai ser realizada na Câmara Legislativa um Audiência Pública para discutir a situação dos profissionais readaptados do Sistema Público de Ensino do DF. É um assunto importante e que interessa a muitos professores e profissionais da Carreira de Assistência que hoje se encontram nesta situação.

Data: 10/10

Hora: 15h

Local: Plenário da Câmara Legislativa


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