[convite] Audiência Pública para discutir o Regime Jurídico único dos Servidores do DF – RJU

20/11/2011


[artigo] CRISE DE MEDIAÇÕES E NÃO DE SENTIDO

20/11/2011

Por Cristino C. Rocha*

A crise mundial propalada por especialistas e que demarcam no tempo como começo desde 2008 e que se agravou em 2011 tem contornos axiológicos, políticos e econômicos. É importante também perceber que crise é momento de passagem, de transição, de possibilidade de mudança e que a crise de mediações remonta a sociedades antigas, o que importa é saber com superá-la.

Toda pessoa humana teve e tem o seu momento de crise em qualquer dimensão: psicológica, econômica, de escolha, moral, física, política, existencial e etc. Entretanto toda crise aqui evidenciada é de mediação e não de sentido. As mediações dizem respeito ao plano das contingências enquanto o sentido abarca o mundo da essência, sendo a essência entendida como um valor inegociável. Embora essência e contingência entrecruzem, cada uma age de maneira diferente no âmbito das múltiplas relações.

Essa distinção entre o mundo da essência e o mundo das mediações coloca em destaque o que se vive no Brasil, no mundo e no Distrito Federal hoje: o sentido da Vida que não se perde em meio às cinzas de rumores de corrupção no poder público. Fato ou boato, o que preocupa é o rumo que pode tomar a vida dos trabalhadores (as) e a sociedade em geral do DF no que tange à governabilidade. Com quem contar na melhoria da saúde, educação, segurança e outros serviços importantes? Essa questão não pode ser respondida considerando apenas partidos políticos, mas o conjunto das articulações político-partidárias e os projetos de sociedade em jogo.

Há em vários países crise de mediações religiosas, econômicas e políticas, em que governos não sabem lidar com a coisa pública e religiões que defendem mais doutrinas do que direitos humanos. A descrença nessas instituições tem aumentado o número dos que se classificam como “ateus”. Veja que ateu não é uma categoria exclusiva das religiões ou da filosofia como se pensa no senso comum e nas mais altas reflexões epistemológicas. Nesse contexto o sentido da Política é abalado, mas não se perde. A desconfiança do sujeito não destrói um valor inalienável: a vida, porque essa é livre apesar das correntes.

Crise de mediações afeta o mundo inteiro e ao lidar com espaços local, regional e nacional cabe uma luta para reverter determinada crise, seja ela em qualquer dimensão. Importa também ver a crise como passagem de uma situação indesejada para outra capaz de tornar a vida mais feliz. O Distrito Federal passa por crise de mediações e não de sentido, pois a vida humana continua sendo essencialmente início e fim último de toda a grandeza do ato de viver…

*Cristino C. Rocha é professor da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal

**Texto escrito especialmente para o Blog


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