No dia 14 de Outubro de 2010 o então candidato a Governador Agnelo Queiroz, juntamente com sua comitiva, esteve na sede do Sinpro onde entregou uma carta (veja aí em baixo) aos professores contendo seus compromissos com a categoria, caso eleito fosse. Na oportunidade, registramos para o futuro Governador a luta da categoria pela isonomia salarial com a carreira médica. O Governador, por sua vez, entregou uma carta na qual o primeiro item já explicitava o compromisso de assegurar a isonomia da Carreira do Magistério com as outras carreira de nível superior do GDF. Além desse, outros compromissos foram firmados através do mesmo documento.
No ano de 2011, após pressão da categoria através do sindicato, o Governo apresentou a proposta de pagamento de reajuste salarial igual ao índice de reajuste do Fundo Constitucional, parcelados em 3 vezes. A categoria aceitou o acordo, mas com o compromisso do Governo de apresentar até o fim do ano passado uma proposta de revisão do plano de carreira, que contemplasse a incorporação de gratificações e um calendário de reajustes salarias visando a tão sonhada isonomia. Como sabemos, a parte da revisão do plano de carreira não foi cumprida.
Agora a Assembléia marcou para o dia 8 de Março o indicativo de GREVE. Caso até lá o Governo não apresente uma proposta efetiva de revisão do plano de carreira que contemple as reivindicações históricas e o que foi prometido pelo próprio Governador, com certeza, mas uma vez vamos cumprir o nosso papel histórico de conquistar os nossos direitos através da luta coletiva. Penso que a julgar pelo tratamento que o GDF dispensou ao movimento grevista de outras categorias, a nossa não será uma luta fácil. Porém, todos sabem que com os professores e professoras, e o histórico confirma isso, um movimento grevista da categoria também não costuma ser fácil para o Governo. Ainda mais agora que o sentimento da categoria e da comunidade é de muita indignação pela falta de prioridade que a própria agenda do Governador tem dispensado à Educação.
Aliás, a nossa luta neste ano será pela revisão do plano de carreira, incorporação das gratificações e isonomia salarial. Entretanto, diante da situação em que as escolas públicas se encontram, tenho defendido que nesta campanha salarial a luta pela melhoria das condições de trabalho, o aumento dos recursos investidos em materiais pedagógicos, merenda e infraestrutura das escolas e a nomeação de professores concursados ocupem o mesmo espaço na nossa pauta de reivindicações.
O Governo tem até o dia 7 de Março para avançar nas propostas concretas. Já nós temos o dia 8 de Março como a data limite para analisarmos as propostas e tomarmos a decisão. Assim como nos Governos Roriz e Arruda, também no Governo Agnelo não vamos fazer greve para marcar oposição, ou para protestar por quem foi ou deixou de ser nomeado para cargo comissionado, ou mesmo para demonstrar mais ou menos combatividade. Nossa luta será responsável, buscaremos a negociação, investiremos no diálogo, mas caso não avance, faremos a GREVE. Nossa bandeira é a pauta de reivindicações da categoria. E a prova de que temos DIREITO ao que estamos reivindicando é a própria carta assinado pelo então candidato e hoje Governador: Agnelo Queiroz.
Dia 8 de Março acontecerá a Assembléia dos Professores e Professoras. É o dia da votação do indicativo de greve da categoria!
Washington Dourado*
*(Esta é minha opinião pessoal)
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