Governo cede e vai oferecer reajuste maior para docentes em greve

FONTE: UOL

O governo federal decidiu ceder diante das reivindicações dos professores universitários, que estão em greve há dois meses, e vai oferecer uma nova proposta com índices maiores de reajuste para alguns níveis da categoria.

Folha apurou que os novos percentuais estão sendo finalizados e serão apresentados ainda nesta terça-feira aos grevistas em reunião marcada para as 17h. A data para a entrada em vigor dos novos pagamentos também será antecipada.

Fontes que participam da negociação afirmam que a equipe técnica do Ministério do Planejamento reconheceu que determinadas categorias ficaram um pouco prejudicadas com o reajuste oferecido pelo governo na semana passada.

O governo vai sugerir que os novos pagamentos, antes previstos para o segundo semestre de 2013, devem passar a valer em março do próximo ano. Essa foi uma das demandas apresentadas pela Andifes (associação de reitores) em reunião com o ministro Aloizio Mercadante (Educação), na semana passada.

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COMENTÁRIO DO WD:

Vamos acompanhar o desenrolar do processo de negociação do Governo Federal com os professores. Dependendo do desfecho, haverá repercussões aqui também. É que aqui o Governo Agnelo diz que não pode avançar nas negociações conosco por causa das outras categorias. Então, observem que no Governo Federal o tratamento está sendo diferenciado sim. 

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9 respostas para Governo cede e vai oferecer reajuste maior para docentes em greve

  1. Alessandra disse:

    Como esperar que o governo reconheça o nosso valor se somos os primeiros a negar a luta, assumir uma postura medíocre e comodista?
    Na escola em que trabalho os professores fura greve além fecharem os olhos para o movimento de greve, ficar do lado de um governo intransigente e inoperante, não compareceram para trabalhar nem ontem (23/07) e nem hoje (24/07), é claro com a anuência da direção da escola.
    Desta forma, como pretender que o governo adote uma política de valorização da educação e dos professores, uma vez que parte desta categoria, adota uma postura individualista voltada para interesses pessoais?

  2. Professor Everton disse:

    Eles estão conseguindo algo realmente bom porque fizeram uma greve longa e não voltaram atrás como nós. O sindicato dos professores federais está lutando, enquanto o nosso fica parado.

  3. José A B disse:

    É fato que a demanda por uma educação de qualidade está na ordem do dia.
    O MP enquadrou a SEEDF por manter mal as escolas.
    Que enquadre o GDF por aplicar mal os recursos do fundo e das receitas obrigatórias a serem investidas na educação!
    Professor tem de ser valorizado.
    Tem de ter uma categoria em que a maioria seja de efetivos.
    Agnelo seja o governador número 1 em fazer como a presidente: dê um salário e uma carreira decentes aos professores!

  4. patrícia disse:

    A diferença reside ao público alvo a que se destina… nas federais, a grosso modo, só estudam filhos de classe média a alta e nas escolas públicas, os filhos do povão. Quando vc vê um oriundo de escola pública perdido em federal é em curso pouco concorrido, isso é fato…vim de uma federal e sei do que estou falando! A pressão é diferente, enquanto os pais ricos cobram do governo o fim da greve, os pais dos alunos de escola pública nos taxam de vagabundos, é uma pena verem assim, dessa maneira perpetua o sistema excludente!!!

  5. Alexandre disse:

    Lamentável e patética a situação dos professores da SEDF… Eu gostaria de ver como seria a atuação do SINPRO DF se o governo atual não fosse composto por companheiros de última hora. Com certeza não seria como agora. Cadê o desligamento do Sinpro do Secretário de Educação, que foi alardeada durante a greve? Que vontade de desaparecer, que desânimo e tristeza, que vergonha…É óbvio que o amigo Washington vai dizer que a minha briga é com o PT, que eu devo ser alguém da direita (se é que isso existe atualmente) e que me beneficiava de algum cargo em governos passados, que tenho uma visão reducionista etc, etc… Uma cantinela repetitiva que parece script de computador. A verdade é que a lambança que este governo atual faz não passaria batido se o mesmo não fosse do PT. Gente joga dinheiro na camara legislativa e ninguém fala nada, a SEDF tem postura ditatorial e nós nada fazemos, aliás fazemos sim, dizemos amém e aceitamos esmolinha. Francamente, mei saco encheu, não tenho estômago nem pra SEDF e nem pro autismo do Sinpro. E para não ser acusado

  6. Alexandre disse:

    E para não ser acusado de oposição, votei no Lula duas vezes, na Dilma e no Agnelo…

  7. marcelo Quidute nobelino. disse:

    As outras categorias do GDF não tem o que reclamar, uns são equiparados com carreiras federais e outros de nível médio ganha, mais do que nós professores, o governo que se vire e arrume estrategias para recompor nossos salários sem fazer alarde, não foi o que aconteceu com os médicos….25,000 de salário e nada de atendimento hospitalar…

  8. Eliene Santos Guimarães disse:

    Concordo plenamente com a companheira Alessandra, pois na escola em que trabalho, CEF PIPIRIPAU II em Planaltina, fui a única professora a aderir à greve. Depois de algumas semanas, quando os piqueteiros lá compareceram, devido a minha insistência, dois resolveram aderir ao movimento até o fim e o restante entrou por uma semana, isto é, determinando o início e o fim da greve que eles fariam. Quando retornei ao trabalho, ainda tive que ouvir os pelegos cobrarem resultados da greve. Isso é uma vergonha! Que categoria é essa que só quer ganhar, mas foge à luta?

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