Sobre as novas convocações

15/07/2010

Na quinta-feira, dia 8 de Julho, o GDF publicou edital convocando professores aprovados em concurso para tomarem posse. É bom fazermos uma avaliação sobre estas convocações. Hoje tentei falar com alguém da SE sobre a possibilidade de novas convocações e não obtive êxito. Então, penso que não devemos descartar a possibilidade de ação judicial para garantir mais convocações.

Veja aqui as novas convocações:


GOLPE do Rosso: Fim do reembolso do auxílio alimentação é só para 2010

06/07/2010

Na semana passada o GDF alardeou a aprovação de um projeto de lei acabando com o REEMBOLSO DO AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO feito pelos servidores. Entretanto, o que a imprensa não falou foi que o “presente”, na verdade, só valerá a partir de 1º de dezembro de 2010. Isso é uma vergonha! É um golpe do Governador Rogério Rosso!

Leia o texto do projeto de lei clicando aqui!


CORREIO: O ABC das escolas campeãs

06/07/2010

O Distrito Federal ficou em primeiro lugar entre as unidades da federação no ranking das melhores no ensino fundamental, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb(1)). O destaque entre as instituições de 1ª a 4ª séries foi a Escola Classe 106 Norte. Avaliada pela terceira vez, a instituição teve o melhor desempenho de todo o Centro- Oeste em 2005, com nota 6,1. No ano seguinte, perdeu apenas um décimo e caiu para a 11ª posição da lista. Mas, de acordo com o resultado divulgado ontem, reconquistou a liderança na qualidade de ensino, com avaliação de 7,1. “Desde que haja parceria entre a direção, os professores, as famílias e o governo, os índices de qualidade crescem. Se uma dessas variáveis falhar, o desempenho vai cair”, explica a diretora da escola, Isabel Miglio.

Para ela, a vantagem em relação a outras unidades é composta pela tríade família, escola e governo. Um exemplo de parceria que ajudou a escola a conquistar a dianteira foi a criação de uma biblioteca e de um laboratório de informática, com 27 computadores. “A criança que descobre a leitura se torna um bom cidadão leitor. Quem lê mais, escreve melhor e amplia o vocabulário”, ressalta Miglio. A participação das famílias é essencial no processo. Para aproximá-los, a escola passou a convocar reuniões individuais. Hoje, os parentes acompanham de perto a evolução das crianças.

Os professores também investem em assuntos da atualidade para atrair a atenção dos alunos em sala de aula. “Eles não querem mais o feijão com arroz. Querem os ingredientes que dão sabor. Por isso, criatividade e tecnologia têm que estar associadas à caneta, ao quadro-negro, à palavra”, reflete a diretora. E os alunos concordam. “A gente vem para a biblioteca e descobre um monte de novidades”, comemora Maria Eduarda Costa, 8 anos.

O Colégio Militar Dom Pedro II, criado e administrado pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF, também é exemplo. No ano em que completou 10 anos de existência, a escola conquistou o melhor índice entre as instituições de 5ª a 8ª séries, com média de 6,1. De acordo com o diretor da instituição, comandante Márcio Dantas, o segredo é conjugar a dedicação dos professores, a participação dos pais e uma estrutura adequada para o aprendizado. Ele mantém uma linha direta com todos os pais e responsáveis de alunos para receber críticas e sugestões. No endereço eletrônico, que Dantas batizou de Fale com o Comandante, todos os dias chegam comentários sobre a rotina da escola. “Com base nessa participação, já alteramos o trânsito no horário de entrada e mudamos a regra das avaliações”, revela.

Desafios
A divulgação dos índices que avaliam as turmas de 1ª a 4ª série gerou também algumas insatisfações. A Secretaria de Educação do DF contesta a classificação do Caic Bernardo Sayão, em Ceilândia, como a escola menos produtiva de 1ª a 4ª séries — com 1,7 de média. Segundo o órgão, o Ministério da Educação (MEC) cometeu um erro. “Temos 968 alunos e uma boa nota na Provinha Brasil, um dos critérios usados pelo MEC para calcular o índice, tanto em português quanto em matemática. Nossa nota melhorou, como pudemos cair tanto assim no ranking? Nos anos anteriores, tínhamos mais de 4 pontos. A média da nossa escola esse ano, pelos nossos cálculos, deveria ser algo em torno de 5,7”, acredita a diretora do colégio Neuza Maria da Silva. A secretaria convocou técnicos para refazerem as contas do Ideb e pretende divulgar o resultado da análise nos próximos dias.

O penúltimo colocado entre as 330 escolas avaliadas de 1ª a 4ª séries foi o colégio Proem, próximo ao Parque da Cidade, com 1,9 de média. O centro de ensino fundamental é voltado, principalmente, para jovens em situação de risco. Há também adolescentes que nunca se envolveram com o crime, mas enfrentam dificuldades financeiras ou familiares. Alguns dos 150 estudantes matriculados ficam mais de um mês internados no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) e depois voltam a frequentar as aulas. A direção da escola reclama dos critérios usados para definir o ranking. “Cumprimos todo o calendário do MEC, mas nosso jeito de trabalhar é diferente porque trabalhamos com crianças excluídas do ensino tradicional. É impossível nos avaliarem da mesma maneira que avaliam outras escolas”, explica a diretora do Proem, Maria dos Anjos Menezes.

Na avaliação de 5ª a 8ª séries, o pior desempenho veio do Centro Educacional 3 de Brazlândia, com média de 2,1. A diretora, Marlene Pereira, explica o porquê do fracasso. “Faltaram professores de matemática e português no primeiro bimestre inteiro, em 2009. Além disso, recebemos muitos alunos de aceleração de aprendizado, ou seja, os que não aprenderam no ano anterior mas passaram de série por causa da idade. A falta de participação dos pais também atrapalha muito”, afirma. A escola deixou de oferecer a 8ª série este ano e passou a matricular apenas estudantes do ensino médio.

Comemoração
O secretário de educação, Marcelo Aguiar, faz um balanço positivo dos números. “O Ideb é um retrato da realidade. Temos muito o que comemorar. Estamos em primeiro lugar nacional de 1ª a 4ª séries. Essa melhora não ocorreu da noite para o dia. É um efeito de programas que vêm sendo aplicados como a educação integral e o projeto Ciência em foco. Também é um reflexo da maior qualificação dos nossos professores”, afirma Aguiar.

A boa classificação nas primeiras séries do ensino básico, porém, não deve ser motivo para acomodação. Afinal, o ensino médio ainda deixa muito a desejar no DF. “O segundo grau é um problema em todo o país. Temos de adaptar a linguagem, trazer a realidade profissional para dentro de sala de aula e investir em novas tecnologias para atrair os alunos”, admite. “Queremos melhorar e para isso a secretaria pensa em inaugurar a própria escola de ensino superior em educação, com foco na graduação, mas também no mestrado e no doutorado. Queremos suprir a deficiência que temos de professores de química e física, por exemplo.”

1 – Síntese
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 e é divulgado a cada dois anos. Ele sintetiza os resultados de dois indicadores da qualidade da educação: o índice de aprovação e a média de desempenho dos alunos nas disciplinas de português e matemática. Esta é a terceira rodada de resultados, já que a série histórica começou em 2005, quando foram estabelecidas as metas de qualidade que deveriam ser atingidas pelo país, estados e municípios. Os dados permitem avaliar as regiões onde o ensino evoluiu e regrediu, e auxiliam na definição de políticas para elevar a qualidade das escolas.

PALAVRA DE ESPECIALISTA
Reflexo da boa gestão

“O Ideb é muito mais o efeito que provoca nas escolas do que o resultado que demonstra. As escolas têm características semelhantes. O que diferencia umas das outras, então? A gestão. O diretor é aquele profissional que deve liderar as mudanças no ambiente acadêmico. As instituições com bom desempenho conduziram ações para a melhoria em um processo que envolve pais e alunos .”

Remi Castioni, professor da faculdade de Educação da UnB


CORREIO: Desvios de merenda

06/07/2010

A Polícia Civil apreendeu ontem, às 15h, alimentos destinados a escolas públicas que estavam sendo desviados e vendidos no Mercado L & V, na QR 125 de Samambaia. A ação é parte da Operação Iduna, que investigava o desvio da merenda escolar para mercados do DF. O proprietário do estabelecimento, Carlos Antônio Lira, 37 anos, foi preso em flagrante por receptação qualificada. O crime está enquadrado no artigo 180 do Código Penal, e a pena prevista é três a oito anos de reclusão. Carlos está detido na sede da Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) da Polícia Civil.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação informou que foi surpreendida com a apreensão dos produtos. De acordo com o órgão, os estoques estão de acordo com a conferência feita pelos servidores, mas haverá uma recontagem em Samambaia.

Segundo o diretor da Decap, Flamarion Vidal Araújo, Lira alegou ter recebido a mercadoria ontem. Um caminhão teria aparecido em seu supermercado querendo vender o leite e a carne. Lira teria alegado que não tinha dinheiro, mas o homem com a carga deixou que ele ficasse com os produtos e pagasse depois. Lira mantinha o mercado há oito anos.

Os policiais chegaram ao mercado na Samambaia por conta de uma denúncia anônima, recebida por volta das 7h. O mercado vendia pacotes de 1kg de leite em pó a R$ 3, e 830g de carne enlatada, a R$ 3,50. Todos estavam próprios para consumo: tinham prazo de validade com vencimento entre novembro e dezembro deste ano.

Para o delegado, a história de Lira não se encaixa porque ambos os produtos deixam explícito em seus rótulos que são destinados ao ensino público e não podem ser vendidos. “A embalagem do alimento diz que ele não pode ser colocado à venda, então é claro que a pessoa vendeu de má-fé. E ele [Lira] sabe de quem comprou”, afirmou.

De acordo com Flamarion, os outros alimentos repassados às escolas, como macarrão, não têm rótulos específicos, e a única maneira de descobrir se foram desviados é pelo número do lote do produto. “Os outros alimentos não possuem rótulo específico, então fica difícil a identificação”, explica o delegado.

Suspeitas
Há dois meses, a Decap investigava uma suspeita de furto da merenda escolar e fazia vigilância constante em mercados do DF. Com a apreensão em Samambaia, o próximo passo é rastrear o lote de produção e saber onde aconteceu o desvio. “Com o apoio da secretaria, nós vamos poder identificar a carga pelo número do lote. Com certeza vamos chegar à origem do vazamento”, garantiu Flamarion.

O delegado não soube dizer quantos quilos foram apreendidos nem qual o valor total dos alimentos recuperados. Segundo ele, faltam dados para identificar a procedência e o destino da carga e se os produtos eram vendidos abaixo do preço de mercado. “Trabalhamos com a hipótese de que ela era destinada às escolas do DF”, disse o delegado.

A carga apreendida será restituída para as escolas. A Decap não tem poder para fechar o mercado, mas vai encaminhar a denúncia a Agência de Fiscalização do DF (Agefis) e a Vigilância Sanitária.


Sobre o desconto no salário de junho dos professores substitutos

01/07/2010

Pessoal,

Hoje fizemos contato com a Secretaria de Educação sobre o desconto feito no salário dos professores com contrato temporário referente ao mês de junho. A informação da SE é de que este desconto se refere aos dois feriados do mês de abril que não foram descontados.

O fato é que o não pagamento dos feriados está previsto na lei, entretanto tem professor reclamando que o desconto feito é maior que o valor de dois dias de trabalho. Então, neste caso o professor deve solicitar ao assistente administrativo da escola para conferir se o valor está correto e em caso de erro deve fazer a solicitação já no próximo pagamento.

Infelizmente este é mais um erro da SE que só reforça a nossa visão de que o atual sistema de contratação temporária é exploratório e vergonhoso.


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