[Pesquisa do blog] Sobra a falta de professores

29/06/2013

Visitantes,

Por favor respondam:

Está faltando professor na escola que você trabalha? 


Assédio moral nas escolas públicas do DF

29/06/2013

Não há estatística oficial, mas basta acompanhar os atendimentos realizados pelo Jurídico do Sinpro para verificar que as reclamações e denúncias de assédio moral cresce nas escolas públicas do DF. É claro que após uma análise mais acurada, verifica-se que a maioria das reclamações e denúncias não se enquadram nas características definidoras de assédio moral…

“É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras,repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.”*

… mas demonstram claramente que em muitas escolas da Rede Publica de Ensino do DF o clima é de intolerância, pressão, constrangimento.

Neste tempo como dirigente sindical já acompanhei os mais diversos casos: direção de escola que constrange, que estimula a comunidade e os próprios colegas contra professor; direção que rebaixa a avaliação funcional do profissional sem critérios claros, que faz registros depreciativos em ata sem conhecimento do subordinado; direção que pressiona professor “falador” a sair; direção cria situações constrangedoras para professor temporário sair da escola e vir outro “de sua confiança”; direção que só aceita em “sua escola” professor temporário ou efetivo conivente com suas ações; direção que faz denúncias anônimas na Ouvidoria contra professor; direção que obtém o silêncio de alguns fazendo “negociações” de pequenas regalias enquanto “jogam duro” com outros do grupo e por aí vai.

São muitas as situações que em plena coordenação coletiva e até reunião com pais e alunos o professor, orientador ou servidor da Assistência é exposto, criticado e até ridicularizado por quem ocupa cargo de chefia em escola.

São muitas as situações, silenciosas ou não, que ocorrem dentro de muitas escolas e acabam levando professores, orientadores e funcionários a se sentirem cada vez mais diminuídos, constrangidos e excluídos das atividades. As consequências mais comuns são conflitos pessoais, do adoecimento da parte agredida e degradação do ambiente de trabalho. Em muitas escolas do DF o clima entre os profissionais é tão pesado que compromete até o trabalho desenvolvido com os alunos.

A solução não é simples, mas é necessário que medidas sejam tomadas para melhorar o ambiente de trabalho nas escolas, inibir eventuais abusos na relação profissional e evitar os sofrimentos característicos das situações citadas acima. O Governo pode e deve desenvolver políticas de melhoria do ambiente de trabalho, promover campanhas de esclarecimento, preparar melhor os gestores e atuar para punir as agressões comprovados.

Como disse no início deste texto, não há uma estatística sobre os casos de assédio moral nas escolas públicas do DF, mas para comprovar o que disse acima, basta perguntar professores readaptados, em licença médica ou aposentado por invalides por motivo de doenças como depressão e outras psicológicas para se comprovar que a maioria desses casos tiveram início nas relações de trabalho. É verdade que muitas desse fatos não se enquadram, mas boa parte tiveram sim como motivo situações que podem ser caracterizada como assédio moral. Por isso é importante jogar luz neste debate.

É claro que em algumas escolas o contrário também acontece: professores serem responsáveis por situações conflitantes com a direção escolar. O número de casos desse tipo é menor, mas existe sim. Porém, tratarei deste assunto em outro texto.

Por fim, é importante registrar que este não é o quadro geral das escolas públicas do DF. Na maioria o ambiente de trabalho é bom e as relações profissionais se dão em elevado grau de respeitabilidade e valorização entre os próprios colegas. Entretanto, não podemos deixar de reconhecer que em alguns instituições de ensino a situação é realmente preocupante.

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Washington Dourado

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Leia também: O que é assédio moral


Quais as próximas reivindicações?

27/06/2013

Pessoal, 

Agora que o Plano de Carreira do Magistério foi aprovado e está em vigor, quais serão as próximas pautas da categoria? 


A cara do lanche numa escola de tempo integral

27/06/2013

Segundo a professora que enviou estas fotos, este foi o lanche servido pela manhã e a tarde aos alunos da Escola Classe 413 Sul nesta semana. Esta é uma escola que faz parte do projeto de tempo integral.

Nas escolas onde o tempo integral foi implantado, a alimentação das crianças tem sido um dos principais problemas. A variedade do cardápio é insuficiente para manter uma alimentação balanceada para os alunos.

Obviamente que está longe do padrão Fifa!

E aí SEDF?


CONVITE: Brasília discute reformulação do Ensino Médio

27/06/2013

fonte: Ass/Parlamentar

A Câmara dos Deputados realiza nesta quinta-feira, às 9h, no Plenário 13, seminário Distrital de Reformulação de Ensino Médio. Como parte da agenda da Comissão Especial destinada a promover estudos e apresentar proposições para a reformulação do Ensino Médio, todos os estados da federação realizarão seminários durante os próximos meses.

Em Brasília, a coordenação do seminário ficará a cargo do deputado Izalci (PSDB/DF), membro titular da Comissão. Para o parlamentar tucano, o ensino médio precisa de reformulação urgente. “Não adianta lamentarmos os resultados dos exames nacionais, vamos sair do discurso e partir para a prática”, propôs Izalci.

Por meio de palestras e painéis, serão debatidos os seguintes temas: Formação Inicial e continuada de professores para o Ensino Médio; formação de gestores para o Ensino Médio; condições de oferta do Ensino Médio; novas diretrizes curriculares e atuais necessidades do ensino médio; integração do ensino médio com educação Profissional técnica de nível médio;  instrumentos de avaliação do Ensino Médio utilizados pelo MEC/ INEPE ( IDEB, SAEB, ENEM) e a realidade do Ensino Médio no Brasil; infraestrutura; escola e comunidade; reflexões e contribuições da rede particular de Ensino Médio com o sistema de ensino do DF.


A cara do lanche!

27/06/2013

Esse foi o lanche servido hoje aos alunos de uma escola pública em São Sebastião. Complicado! Uma hora a meninada também vai se revoltar com isso. A Secretária de Educação afirma que está com problemas na contratação de fornecedores da merenda escolar. É possível que sim, uma vez que este setor é complicado mesmo. Mas uma explicação pública tem que ser apresentada, uma justificativa plausível pelo menos.


Projeto de royalties aprovado destinará dez vezes mais para Educação

26/06/2013

FONTE: CNTE

O projeto de lei aprovado na Câmara para destinação dos royalties do petróleo para Educação garantirá, se aprovado também no Senado, cerca de dez vezes o valor que estava previsto no texto original enviado pelo governo federal. A principal mudança é que contratos de exploração já licitados, mas que ainda não haviam começado a produzir, terão 50% dos recursos destinados à educação pública.

Pelo projeto enviado pelo governo em maio, 100% dos juros de aplicação feita com o rendimento do petróleo iriam para Educação. Isso caiu para 75% e os demais 25% irão para a Saúde. Por outro lado, a proposta de destinar metade dos recursos de contratos futuros – que não resultaria em dinheiro na próxima década porque a exploração do pré-sal já foi licitada – foi modificada para que toda nova produção, ainda que de contratos antigos, destine metade do dinheiro arrecadado para o Ministério da Educação.

Com isso, o cálculo da Câmara dos Deputados é que até 2022, a pasta terá mais R$ 280 bilhões contra R$ 25 bilhões na proposta enviada pelo governo federal. O relator do projeto aprovado, deputado André Figueiredo (PDT), afirma que o modelo estava sendo discutido desde maio, quando a presidente Dilma Rousseff enviou o texto original à Câmara, mas admite que as manifestações ajudaram a aprovar o projeto por unanimidade em plenário. “Mesmo partidos da base e o próprio PT aprovaram quando viram os valores que seriam destinados à educação em um e outro modelo”, comentou.

O texto também prevê que o dinheiro só pode ser destinado à educação pública. Esse é um passo importante para que a meta 20 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata das ambições do País para a área nos próximos 10 anos seja 10% do PIB para educação pública e não 10% para educação gratuita, como o governo queria para incluir na conta verba gasta para compra de vagas em instituições particulares, como é feito por programas como Fies, Prouni e Ciência Sem Fronteiras.

Campanha comemora

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que agrega dezenas de entidades representativas, lembrou que o projeto do PNE com 10% para educação foi aprovado nesta mesma data no ano passado e a destinação dos royalties nos termos da proposta da Câmara dos Deputados viabiliza todas as metas.

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