‘Brasil precisa taxar ricos para investir no ensino público’, diz Piketty

30/11/2014

FONTE: BBC Brasil

Para o economista francês Thomas Piketty, o Brasil precisa ampliar os impostos sobre os ricos para ter mais recursos para investir em educação pública – e, com isso, avançar no combate à desigualdade.

Crítico-sensação do capitalismo, Piketty é autor do polêmico best-seller O Capital no Século XXI (Editora Intrínseca) em que defende, a partir da análise de dados inéditos de 20 países, que a desigualdade de renda estaria voltando a aumentar no mundo após décadas em queda.

Ele diz que o próximo passo de seu projeto é estudar países emergentes, entre eles o Brasil, e defende que a desigualdade é um dos fatores que inibe o crescimento brasileiro.

“Se o Brasil quiser crescer no século 21 precisa garantir que amplos grupos da população tenham acesso a educação de qualidade, qualificação e trabalhos que pagam bem”, diz.

Em visita ao país, para promover a versão em português do livro, Piketty concedeu a seguinte entrevista à BBC Brasil de um hotel de luxo no centro de São Paulo.

CLIQUE AQUI e leia mais

Anúncios

ARTIGO: Falta vontade

29/11/2014

Por: Cristovam Buarque

Anos atrás, perguntei ao embaixador do Brasil na Irlanda, Stelio Amarante, por que aquele país tinha estradas tão ruins, apesar de uma das melhores educações. Ele respondeu: “Por isso!” Fez pausa e continuou: “Deixaram para investir nas estradas depois da educação.”

No Brasil, sempre que se propõe educação de qualidade, vem a pergunta: “Onde encontrar o dinheiro necessário?” Para responder esta pergunta, o relator de uma comissão do Senado, presidida pela senadora Ângela Portela, concluiu seu trabalho, ainda não debatido pelos senadores, mostrando que o Brasil dispõe de recursos necessários.

A primeira parte do relatório calcula que, para oferecer educação com a máxima qualidade, da pré-escola ao fim do ensino médio, seria necessário investir R$ 9.500 por aluno por ano. Com este valor seria possível atrair e manter no magistério os professores com salário mensal de R$ 9.500; reconstruir e equipar todas as escolas com as melhores edificações e tecnologia da informação e comunicação, e funcionando em horário integral. Para os 52,3 milhões de alunos, estimados para 2034, o custo total seria de R$ 496 bilhões anuais.

Assumindo uma taxa de crescimento do PIB de 2% ao ano — a média, nos últimos 20 anos, foi de 3,1% —, em 2034 o Brasil precisará de 7,4% do PIB. Valor menor do que os 10% determinados por força do segundo Plano Nacional de Educação II. Ainda sobrariam 2,6% (R$ 174,2 bilhões) para os demais setores da educação. Apenas 2,3% (R$ 154,1 bilhões) a mais do que os 5,1% gastos atualmente.

CLIQUE aqui e leia mais


Rollemberg pode “tucanizar” a educação pública do DF

27/11/2014

A possível indicação de Ana Lúcia Gazzola, atual Secretária de Educação do Estado de Minas Gerais, para ocupar a mesma pasta aqui no Distrito Federal vai levar o Governador eleito, Rodrigo Rollemberg, a “tucanizar” a nossa Rede Pública de Ensino. E para quem não sabe o significado do termo “tucanizar”, sugiro que converse com professores daquele Estado e rapidamente terão uma ideia.

A linha de atuação de Ana Gazzola é a da remuneração atrelada ao desempenho, da precarização de direitos, do “fast food” pedagógico, da maquiagem de dados em favor falso discurso da eficiência.

Dizem que o novo Governador quer trazer alguém de fora do DF para promover as mudanças sem se envolver em disputas locais. Se o que ele quer é alguém para atropelar a categoria e a comunidade escolar e promover mudanças restritivas de direitos já conquistados, está certo, Ana Gazzola é o perfil perfeito. Sua marca, aliás, é justamente a falta de diálogo e respeito para com as organizações sindicais.

Sugiro, porém, cautela ao novo Governador. Aqui no DF o tempo do coronelismo passou e nenhuma mudança na Educação imposta deu certo.

Mas vamos aguardar os próximos lances.

.

Washington Dourado


Modelos de recursos para prova de Pedagogo-OE/SEEDF/2014

27/11/2014

Segue o texto base para construção de recursos das questões 37, 41, 42 e 43 da prova de Pedagogo-OE/SEEDF/2014, elaborados pelas professoras Bárbara Santana, Elisângela Dias, Fabiana Lagar, Madalena CoatioMárcia Cristina e …

Observem as orientações constantes do edital para a interposição dos recursos.

.

QUESTÃO 37

O emprego do pronome demonstrativo “isso” (item IV) como elemento anafórico retoma o conjunto das informações do trecho “a utilização de diferentes formas de avaliar como contributo para a conquista das aprendizagens por parte de todos os estudantes”, o qual associa corretamente à diversificação de estratégias avaliativas como característica da função formativa da avaliação, como é possível depreender da assertiva de Villas Boas (2009): “A avaliação formativa é a que usa todas as informações disponíveis sobre o aluno para assegurar sua aprendizagem” (p. 36, grifo nosso).

CLIQUE aqui e leia a íntegra dos recursos


NOVO GDF: dois possíveis nomes para a Secretaria de Educação

26/11/2014

Nas conversas para composição do Governo Rollemberg umas das pastas mais cobiçadas é a Secretaria de Educação. Comenta-se pelos corredores do Centro de Convenções, onde está concentrada a Transição, que a ideia é trazer um nome de fora, que promova os ajustes e mudanças, sem ficar refém das disputas locais.

E foi neste contexto que surgiu a proposta de trazer uma ex-reitora da UFMG. O blog fez uma pesquisa com quem entende do assunto e verificou que dois nomes se encaixam nesta possibilidade: Vanessa Guimarães Pinto e Ana Lúcia Gazzola.

Quem conhece o trabalho das duas afirma que elas seguem a linha da ex-secretária de Educação do DF no Governo Arruda, Maria Helena Guimarães que foi trazida de São Paulo.

Veja algumas informações sobre as duas:

Vanessa Guimarães Pinto

 

Reitora da UFMG de 1990 a 1994 e primeira presidente da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Vanessa Guimarães tem ampla experiência na educação básica. Dirigiu as escolas que integram o Centro Pedagógico da Universidade e foi diretora da Faculdade de Educação (FaE).

Pró-reitora de graduação de 1986 a 1990, introduziu as mudanças nas normas acadêmicas do Ensino Superior na Universidade e fundou o Fórum Nacional dos Pró-reitores de Graduação, do qual foi a primeira presidente.

A partir de janeiro de 1995 esteve no Ministério da Educação, onde ocupou cargos de diretora do Departamento de Desenvolvimento do Ensino Superior e de Secretária de Educação Superior. Integrou, ainda, o Conselho Nacional de Educação.

Em 1998 foi Secretária Adjunta da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais e ocupa, desde 2003, o cargo de Secretária de Estado de Educação.

 

Ana Lúcia Gazzola

A ex-reitora da UFMG, Ana Lúcia Gazzola, é formada em letras, com ênfase em Literaturas Estrangeiras Modernas pela UFMG, Ana Lúcia Gazzola possui mestrado em literaturas luso-brasileira e hispano-americana, pela University of North Carolina at Chapel Hill (EUA); doutorado em literatura comparada pela mesma instituição e pós-doutorado pela Duke University (EUA), em 1994.

Foi diretora executiva do Instituto Inhotim e do Instituto Internacional de Educação Superior para a América Latina e o Caribe (Iesalc), ligado à Unesco.

 

.

Por: Washington Dourado


Esclarecimento sobre o pagamento da Gratificação Natalícia

26/11/2014

Pessoal,

Quem é da Carreira do Magistério Público do DF e faz aniversário neste mês levou um susto ao ver que estava na prévia o valor da Gratificação Natalícia (décimo terceiro salário) de quem faz aniversário em dezembro, mas não consta no contracheque que já está disponível.

A Secretaria de Educação, porém, esclareceu que o pagamento da Gratificação Natalícia será feito normalmente. A diferença dessa vez é que virá em contracheque separado.

.

Por: Washington Dourado


Comando da Educação do DF virá de Minas Gerais?

26/11/2014

flip_g

 

Ontem eu já tinha ouvido falar, hoje o sempre bem informado Eduardo Brito traz em sua coluna no Jornal de Brasília a informação de que o Governador eleito pretende formar uma equipe de secretários com figuras de projeção nacional, trazendo para a Fazenda e Educação nomes de Minas Gerais.

A lógica política seria colocar em áreas sensíveis do Governo, como a Educação, pessoas que possam conduzir mudanças sem entrar nas disputas dos grupos locais. É claro que esta visão faz sentido, mas corre o risco de trazer alguém que não conhece a realidade do DF, da Rede Pública de Ensino e logo ter sua legitimidade questionada.

Pela informação que obtive este nome mineiro seria de uma ex-reitora que atuou em universidades de Minas Gerais.

CLIQUE AQUI e leia a coluna Do Alto da Torre

.

Por: Washington Dourado 


%d blogueiros gostam disto: