ARTIGO: Falta vontade

Por: Cristovam Buarque

Anos atrás, perguntei ao embaixador do Brasil na Irlanda, Stelio Amarante, por que aquele país tinha estradas tão ruins, apesar de uma das melhores educações. Ele respondeu: “Por isso!” Fez pausa e continuou: “Deixaram para investir nas estradas depois da educação.”

No Brasil, sempre que se propõe educação de qualidade, vem a pergunta: “Onde encontrar o dinheiro necessário?” Para responder esta pergunta, o relator de uma comissão do Senado, presidida pela senadora Ângela Portela, concluiu seu trabalho, ainda não debatido pelos senadores, mostrando que o Brasil dispõe de recursos necessários.

A primeira parte do relatório calcula que, para oferecer educação com a máxima qualidade, da pré-escola ao fim do ensino médio, seria necessário investir R$ 9.500 por aluno por ano. Com este valor seria possível atrair e manter no magistério os professores com salário mensal de R$ 9.500; reconstruir e equipar todas as escolas com as melhores edificações e tecnologia da informação e comunicação, e funcionando em horário integral. Para os 52,3 milhões de alunos, estimados para 2034, o custo total seria de R$ 496 bilhões anuais.

Assumindo uma taxa de crescimento do PIB de 2% ao ano — a média, nos últimos 20 anos, foi de 3,1% —, em 2034 o Brasil precisará de 7,4% do PIB. Valor menor do que os 10% determinados por força do segundo Plano Nacional de Educação II. Ainda sobrariam 2,6% (R$ 174,2 bilhões) para os demais setores da educação. Apenas 2,3% (R$ 154,1 bilhões) a mais do que os 5,1% gastos atualmente.

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4 Responses to ARTIGO: Falta vontade

  1. Wal Lima disse:

    Todo mundo sabe que, para melhorar o nosso sistema educacional, é preciso federalizar a educação. Igual ao ao caixa do Banco do Brasil ou da Cef, o salário seria igual em qualquer região do Brasil. Todos os professores seriam incluídos numa tabela funcional de acordo com as suas qualificações, curso superior com licenciatura plena seria primordial, carreira de estado, concursos para os novos integrantes e absorção dos professores em atividade nos estados e municípios. Reformulação e aparelhamento didático/tecnológico em todas as escolas
    visando uma escola integral e muita grana para viabilizar tudo isso. É uma decisão política nacional, um plano de governo, uma diretriz que levará uns 20 anos para se consolidar e dar resultados, é a única saída para acabar com essa corrupção e desmandos de uma política velha e arcaica. É o futuro dos nossos filhos e netos que está em jogo e o futuro do próprio Brasil. Se tivéssemos um presidente porreta, determinado e disposto a mudar, de fato, esse País, pra melhor, essa decisão política seria tomada.

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  2. Colega,

    O debate da federalização tem que estar articulado ou integrado com as metas do PNE – Plano Nacional de Educação. Pelo volume de recursos envolvidos não tem como ser debatido ou encaminhado sem levar em conta as demais políticas públicas.

    Abraços,

    Güidi Nunes
    Prof. da SEDF

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  3. Ednaldo Souza disse:

    Esse Cristovam é uma piada, fala de aumento para professores, mas no governo dele, tivemos os piores aumentos da história e além do mais, nos deixou de presente os famosos precatórios. Fala sério senador!

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  4. Sonia Rocha disse:

    Não gosto dele!! é uma pessoa desorganizada!!! Briga com todo mundo…Foi demitido pelo Lula por telefone kkkk. O governo dele, foi pior do que o Governo do Agnelo!! Só fala água kkkk ninguém merece isso!!!

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