Greve dos professores do DF: a luta contra o calote e em defesa dos serviços públicos

Dia desses tive a oportunidade de participar de uma reunião da Comissão de Negociação do Sinpro com o Governador Rollemberg, o Secretário da Fazenda e a Procuradora Geral do Distrito Federal. Na ocasião ouvi expressamente a seguinte frase que em minha opinião marcou aquele encontro e representa bem a visão estratégica da atual gestão do DF:

Os serviços públicos oferecidos pelo Estado não cabem no Orçamento do Distrito Federal“.

A frase é autoexplicativa e as atitudes do GDF também. Ou seja: se para o atual Governo o que é oferecido pelo Estado não cabe no Orçamento, então a opção e reduzir os serviços públicos ofertados à população.

A verdade é que o Governo Rollemberg não tem base social, não tem base parlamentar e consequentemente não se dispõe a tomar medidas para aumentar a arrecadação que não sejam apenas a venda de patrimônio. Em minha opinião, é este contexto que explica o feroz ataque do GDF aos servidores públicos, especialmente das maiores áreas: Saúde de Educação. Afinal, será jogando a opinião pública contra os servidores que a atual gestão do DF pretende justificar a redução dos serviços públicos.

É por isso que tenho defendido que a  nossa luta ganhou contornos muito diferentes das greves do passado, onde o principal foco era o salarial. Agora temos que além do reajuste, defender a ferro e fogo os direitos conquistados e ao mesmo tempo impedir que o Governo reduza os serviços de saúde, educação, assistência social e outros tão importantes para a população, especialmente a mais pobre.

Nosso grito de guerra não pode ser apenas “não ao calote“!

Precisamos gritar também: “não à política de Estado mínimo“!

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Por: Washington Dourado

2 respostas para Greve dos professores do DF: a luta contra o calote e em defesa dos serviços públicos

  1. lssbio disse:

    Acho incrível esse governo, diz que não há dinheiro para nada, que está no vermelho, mas consegue dinheiro para veicular nos principais canais de televisão em horários nobres tais “justificativas”, será que a TV fez a propaganda para o GDF gratuitamente? Será que a situação está tão crítica assim? Concordo com a sua observação estão tentando jogar a opinião popular contra nossa categoria e o pior que as mídias, não sei se por coerção ou por desconhecimento, compra a ideia, dizendo que a greve é unicamente por causa do reajuste não dado.

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