Professores do DF: greve agora ou ano que vem?

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Nesta sexta-feira, dia 14, o Governador do Distrito Federal oficializou a decisão de não implantar a tabela salarial contida no Anexo VII do Plano de Carreira do Magistério Público do Distrito Federal, bem como de outras categorias. A decisão do Governador não é exatamente uma surpresa, pois no ano passado esta mesma tabela estava prevista para entrar em vigor em 1º de setembro e foi adiada para outubro deste ano, mesmo após longa greve.

A implantação da tabela salarial prevista no Anexo VII do Plano de Carreira vai gerar para os professores um “ganho” em média de 3.5%. No caso das demais categorias, o impacto médio é parecido. Entretanto, o Governo alega que em caso de pagamento deste “reajuste”, o Distrito Federal vai quebrar. Aliás, o discurso do Governador para anunciar o calote foi até em tom apocalíptico do tipo: “não quero ficar conhecido como o Governador que quebrou o Distrito Federal“.

Após o anúncio, imediatamente instalou-se entre os professores, orientadores e servidores públicos em geral um intenso debate nas redes sociais e locais de trabalho sobre qual deverá ser a reação adequada das categorias e seus sindicatos à esta falta de respeito do Governo. No casos dos professores e orientadores, a discussão é se o caminho mais adequado é fazer greve ainda neste ano ou no início de 2017.

É importante lembrar que os professores e orientadores já fizeram uma longa greve no final de 2015 para garantir a implantação desta mesma tabela salarial. Também não pode ser esquecido que desde a posse do atual Governador, a perda salarial acumulada da categoria já se aproxima dos 18%. Portanto, mesmo que estes 3.5% sejam conquistados após mais uma greve agora, ainda assim a categoria terá enorme perda de poder aquisitivo.

Diante disso, mesmo considerando a indignação de todos com a falta de respeito do Governo, penso que o caminho correto neste momento é o início imediato de efetivo processo de mobilização, que pode ser também com paralisações e protestos, mas com o objetivo de preparar a greve para o início do ano letivo de 2017. E que a greve no ano que vem não seja mais pelos 3.5%, mas pela recomposição das perdas salariais a contar de 1º de janeiro de 2015 até pelo menos março de 2017, além de percentual de ganho real.

Quanto aos 3.5% previstos na tabela do Anexo VII do Plano de Carreira, como se trata de lei que vem sendo descumprida, então que os advogados do sindicato tomem as medidas necessárias. Pois nesta nova greve não devemos cair na manobra do Governador de nos manter na discussão de percentual tão pequeno. Agora o que precisamos é de reajuste salarial que recomponha as perdas provocadas por este Governo, mais ganho real que efetivamente valorize a profissão.

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Por: Washington Dourado – professor da SEEDF

4 respostas para Professores do DF: greve agora ou ano que vem?

  1. Acredito que essa seria a melhor opção! Creio que teríamos uma adesão maior com um movimento grevista no próximo ano letivo!

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  2. lsergiodf disse:

    Ele não vai ser conhecido como o governador que ‘quebrou Brasília’ não e sim como o governador maconheiro e caloteiro e também inútil e ineficiente.

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  3. lsergiodf disse:

    Não vou pagar essa porra de Caesb, Ceb, BRB, IPTU etc. Não quero ser conhecido como o cara que quebrou o próprio orçamento familiar

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  4. greve ja vamos parar gente

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